quarta-feira, 24 de Junho de 2009

UMA LIÇÃO VINDA DE FORA

Não vou discorrer sobre a estafada questão, aquela que pretende afirmar o velho 'Arreda, Castela!' como prova da mais indefectível portugalidade.

Chamo apenas a atenção dos que me visitam, para este blogue. Tudo o que ali se publica é digno de leitura. Mas fixem-se os que por lá passarem em textos como Inmenso Portugal, Atingir e tantos, tantos outros de louvor à nossa querida Pátria. É só procurar no arquivo do autor das páginas para que remeto.

O Canto al Viento que sopla é, do primeiro ao último verso, uma réplica formidável à Trova do Vento que passa. Para isto, requer-se espírito de observação, agudeza de análise e uma sensibilidade fora do comum. Revela também arte em virar o contra a favor das posições que defendemos. Na passagem que realizou por Coimbra, o seu autor ouviu aquela canção antinacional, e compôs o que podemos ver.

As suas origens são andaluzas, perto de Sevilha. Um amigo muito querido perguntou-me se ele teria nascido do lado certo da fronteira. Que um moço, na florida idade de vinte e oito anos incompletos, espanhol até ao tutano, demonstre este sentimento pelo que é português, devia fazer-nos pensar se é ele que nasceu no lado certo da fronteira, ou se somos nós que já não nos importamos de saber por onde ela corre!
Joaquim Maria Cymbron

1 comentários:

Fray Trabucaire disse...

Eh pá, depois somos nós os andaluzes que temos fama de exagerados ! Muitíssimo obrigado amigo, não o mereço. Obrigado pela tua hospitalidade e queira Deus que nos possamos ver em breve.

DPR.