quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

EPIFANIA


Hoje é Dia dos Reis. A tradição bíblica relata-nos a visita de uns Magos do Oriente ao Rei dos Reis, Senhor de um Reino que não é deste mundo e cujo poder, por isso mesmo, nada será capaz de destruir.

Os idólatras do número exultam por conta da inegável descristianização, a que se chegou. Como seria de esperar, até no domínio do sagrado, as teses democráticas produziram os seus efeitos nefastos. Mas esta propaganda, toda ela feita da crua exterioridade do que a alma humana tem de menos sólido --- as convicções do vulgo; e de mais efémero --- as paixões do momento, a euforia de que dá mostras, frise-se bem, de nada lhes servirá.

Fosse universal a apostasia que nem por isso a Verdade, que Cristo revelou, se ia alterar. Esta é a Sua vitória, diante da qual as forças do mal, conhecedoras disso mesmo, não sabem opor senão a raiva do desespero impotente.

A majestade de Cristo não se mede como quem apura o activo e o passivo numa qualquer sociedade comercial, nem pelo sufrágio que procura colher de umas urnas eleiçoeiras a pretensa bondade de uma política. Sendo infinita, não é quantificável!

Se, porventura, todo o género humano viesse a perecer, ainda assim o poder de Cristo permaneceria intacto. Nunca Ele acabaria derrotado; os degraçados seríamos nós.

Na Sua Encarnação; com a Sua Paixão e Morte; e pela Sua Ressureição, Cristo venceu o príncipe deste mundo, libertou-nos das cadeias do pecado e, com isto, abriu-nos de novo as portas do paraíso que se nos haviam cerrado pela desobediência de Adão. Mas a glória de Deus não carece de nada na Sua plenitude; os Santos, gozando a Sua visão beatífica, é que são os bem-aventurados!

Joaquim Maria Cymbron

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