domingo, 5 de maio de 2019

MARIA DE NAZARÉ

  
Em vezes anteriores, já foi dito que este blogue, sendo de raiz um blogue político, todavia não é exclusivamente político. Defendendo, como é notório, a tradição monárquica portuguesa, ele é, antes de tudo e acima de tudo, um blogue onde se professa a  fé católica, apostólica, romana!
Esta a razão do presente texto. Foi meu desejo inicial publicá-lo na festa litúrgica da Anunciação do anjo Gabriel à SS.ma Virgem1, mas isso tornou-se impossível.
O mais subido  propósito do que aqui se contém é o de louvar Nossa Senhora. Mas não vou esquecer as Mães deste mundo, pelo que quanto em seguida escrevo é também dedicado a todas as mulheres que vivem a maternidade na santidade do matrimónio; e ainda àquelas que trazem no seio uma nova vida, que cercam de amor.
Uma maternidade generosa é, talvez, a caridade cuja falta o mundo actual mais sente. E nunca se há-de esquecer que, na lição paulina, é a caridade que sobressai como a virtude teologal por excelência.2
Não julgo, pois, que seja deslocado dar a lume as palavras, que alinhei com devoção e amor à Mãe do Céu, num dia dedicado às Mães que a Providência destinou para cada um de nós!


­­­Vivia-se o último Natal, quando sucedeu o que aqui trato. Falar de Natal, é recordar o que foi a Encarnação e o nascimento do Salvador. Não são os presentes, que se trocam, depois do frenesi da procura nos centros de consumo; nem a figura de um velho de longas barbas brancas; como também não é o pinheiro enfeitado de luzes mais ou menos brilhantes.

Em Portugal, católico desde o berço, se queremos signos exteriores deste tempo litúrgico, só pode haver um que é o presépio! Prendas, essas que se guardem para o dia de Reis. E o Pai Natal que meta o saco às costas, regressando com ele aos nevados horizontes do Norte.

Voltemos ao genuíno núcleo do Natal: é o gaudium magnum, que o anjo do Senhor anunciou aos pastores.3 Não é possível, contudo, celebrar esta jubilosa festa, esquecendo a Encarnação. E este mistério leva-nos à donzela de Nazaré.

Por essa altura, um órgão da Comunicação Social arrastou o seu nome puríssimo em proporções de enorme gravidade. Fez isto para depois vir dizer que trocou depoimentos. Mera culpa ou acto bem acintoso? Não julgamos do foro interno. Mas, mesmo a existir a categoria de culpa mais leve, não deixaria de ser negligência grosseiríssima ainda que em quadro diferente; porém, tendo em conta os valores atingidos e quem os personifica, a culpa é muito mais intensa. E se houvesse dolo, o que não surpreenderia dada a procedência da notícia atirada para o ar, então seria um crime contra os sentimentos e crenças de todo o orbe católico.

A menos que preexista um manifesto animus iniuriandi, dizer de uma mulher que ela não é virgem, nada tem de ofensivo. Pode ser deselegante ou inoportuno tal juízo e, muitas vezes, certamente o é. Mas isso constitui violação de um código de valores que, a ser observado, fica muito bem para quem adopta esse comportamento, embora os desvios, que venham a dar-se, não alcancem ipso facto a dimensão de insulto.

Embora em diferente quadro, também o facto de negar in abstracto o conteúdo moral, que é o valor da virgindade, não constitui efectivamente injúria, porque a perda da virgindade nada tem de desprimoroso in se. Se assim fosse, que lugar ocupariam então as nossas Mães, podendo fazer-se a mesma pergunta em relação à mulher que cada homem toma por esposa. O dom da virgindade não se resume a uma mera condição simultaneamente anatómica e morfológica. É isso, mas não se fica por aí, pois não dispensa a pureza de alma. E o primeiro aspecto só ganha relevo na medida em que se lhe seguir o segundo.

Porém, na brutalidade relatada pelo órgão da Comunicação Social, esse acto já é injúria, porque envolve menoscabo da dignidade de Maria SS.ma. E se a afirmação é produzida por um baptizado no seio da Igreja Católica, esse que assim procede incorre em pena reservada ao pecado de heresia, visto que se trata de matéria dogmática de fé.

Na concupiscência, há a distinguir entre a concupiscência ordenada e a que é desordenada. É altura de afirmar duas realidades: razão e apetites. E, dentro deste propósito, é forçoso declarar que os apetites movem e a razão trava.

O apetite é visível na fome, na sede, no impulso sexual e noutros comportamentos que temos. Em cada um destes momentos são os sentidos que movem o ser humano. Não será certamente a razão que o faz sentir vontade de comer, de beber, de ter actividade sexual e do mais para que se sente atraído; em todos estes movimentos, o único papel que cabe à razão, e se lhe impõe como indeclinável dever, é o de servir de freio quando esse apetite não é eticamente lícito. Isto coloca-nos em presença da concupiscência ordenada; se os apetites se sobrepõem à razão, isto é, se a intemperança na comida ou na bebida, bem como, de outras vezes, a luxúria ou a preferência por qualquer outro dos vícios contra as virtudes morais falam mais alto, então caímos na concupiscência desordenada.

Deste cenário e de muitas outras situações, podemos concluir que onde a razão e o apetite dos sentidos se harmonizam por influxo da graça santificante, iluminando a mente e confortando a vontade, pode o homem, que lhe é dócil, fazer quanto queira que não viola a lei de Deus. Aqui se encontra, conquanto em plano imensamente superior, um equilíbrio idêntico ao que sucede com o bruto, cujo instinto não o engana na escolha do bem, e até o puxa nessa direcção. Convém, no entanto, não esquecer que o livre arbítrio concede ao ser humano uma nobreza icomensuravelmente maior pela própria natureza dos sujeitos em acção: o homem pode repelir a graça recebida e, indo por aí, cai escravo do pecado; o bruto está inexoravelmente ao serviço do instinto, ao qual não pode subtrair-se, mas que não o destrói. Eis a diferença óbvia de que não se consegue fugir.

É altura de perguntar: por que razão Deus chamou Maria SS.ma para Mãe do Salvador?

A título prévio, cumpre dizer que Deus não tinha qualquer necessidade em redimir o género humano. E o homem não era titular de nenhum crédito que lhe conferisse direito a ser resgatado da servidão do pecado. De tudo isto e à margem de qualquer disputa teológica, na qual não se vai aqui entrar, impõe-se apenas que nos detenhamos a contemplar simplesmente o que deslumbra quem não está cego: realmente, se Deus ao criar-nos já o fizera porque, sendo Bondade infinita, transbordava de amor, que dizer então deste momento? Só nesta coroa de uma suma Caridade, é que deparamos com a única resposta para esta interrogação.

Derramando essa Misericórdia sem fim, Deus decidiu redimir o homem pecador através da Encarnação de Seu divino Filho. S. Tomás sustenta a conveniência deste meio porque «homo autem purus satisfacere non poterat pro toto humano genere; Deus autem non debebat; unde oportebat Deum et hominem esse Iesum Christum.»4 Assim, Deus decretou que o Salvador seria o Verbo encarnado. Dispôs mais: que o Verbo, em união hipostática, desceria à Terra para, entre os homens, distribuir os tesouros abundantes do perdão. Porquê? Porque isto foi o que a Sua divina Vontade determinou. Escolhendo a via da Encarnação, entendeu que o Messias a gerar nasceria do seio puríssimo de uma virgem, sem o concurso de varão.

Não cabe às criaturas humanas discutir o porquê deste procedimento e a validade do fundamento em que repousa.5 Se o prodígio da Encarnação vai infinitamente mais longe do que as forças da razão natural, porque é da natureza dos mistérios levar-nos à verdade eterna, o certo é que nele também nada há que repugne à mesma razão.6 E, como acabou de apontar-se, o horizonte que vai além do que a razão é capaz, isso já pertence aos domínios da fé.

Com pouco esforço, também se verá como o homem, movendo-se dentro dos seus acanhados limites e agindo como causa principal, tem a faculdade de abrir mão do instrumento de que habitualmente se serve, sempre que isso se lhe afigura mais adequado ao fim pretendido. Se o homem o faz, como pode surpreender que Deus, fonte e Senhor de tudo o que existe, actue como causa prima, deixando de parte o que não é mais que causa secunda? Aqui desenha-se, nem mais nem menos que o quadro de uma manifesta analogia de atribuição: de um lado, vemos o homem dispensar o instrumento que ele próprio forjou, suprindo com o seu imperfeito modo de ser, o que aquele faria; do outro, temos Deus, na forma por que julga mais conveniente, realizar o que Se propõe, servindo-Se do Seu poder infinito. Da pequenez do homem, pois, se vai subindo à majestade de Deus!

Duvidar deste mistério, ou negá-lo, constitui tremenda falta. É heresia ou soberba, se nele cai um fiel; apenas soberba para os restantes. No caso de ser praticado sem consciência da sua transcendente gravidade, tratar-se-á de um completo desvario que bem devia cessar.

Deus é o Inefável, o Iahué do texto sagrado --- «Qui est misit me ad uos (...).7 Se é inefável, só pela Revelação podemos conhecê-lo. Qualquer mistério sobrenatural, pois, que nos seja revelado, traduz-se no único modo pelo qual tomamos conhecimento daquilo que a Deus respeita. In statu uiae, tal operação pressupõe um acto de fé. Pressupõe-no e requere-o. Só na Glória, acabará esta exigência porque aí os bem-aventurados vêem facie ad faciem, conforme o magistério de S. Paulo.8

Um mistério, se fosse evidente, dispensava explicação. Também não é inteligível porque não comporta nenhuma explicação. Se a comportasse deixaria de ser uma verdade de fé para passar a um resultado que é atingido pela ciência humana. Será assim tão custoso de ver? Porquê tanta dificuldade em separar campos que são absolutamente distintos?

Se nem todos os dogmas se ligam a mistérios, o certo é que todo o mistério é objecto de definição por um dogma de fé. Não nos iludamos, porém: o dogma de fé não cria a verdade; pressupõe-na e formula-a. A quem lhe custe entender isto, dir-se-á que o dogma está para a verdade enunciada, assim como o termo está para o conceito de que é expressão verbal. A diferença, que existe, consiste em que cada palavra tem raiz convencional e o dogma é o que ali se expressa, sem que se lhe possa dar volta. Não deixa espaço à discussão: aceita-se ou afasta-se. Todavia, apesar de escapar à pura razão do homem por estar acima das suas faculdades cognoscitivas, nem por isso o dogma de fé é antirracional!

Não há, com efeito, nenhum confronto entre razão e fé. Mas há quem perca tempo reunindo argumentos para rebater questões de fé sobrenatural. Discorrem à solta, secando o seu poder dialéctico, e sobretudo esgotam a capacidade de tolerância de quem os ouve. Realmente, é precisa uma forte dose de paciência para os suportar.

Com efeito, nenhum dogma católico tem a pretensão de ser fruto de um acto da razão. Não é seu propósito impor-se porque a sua verdade se demonstra: a demonstração é um processo aplicável ao que o conhecimento racional alcança e, portanto, não é a via seguida em Teologia para a definição dos dogmas. A sua fonte está na Revelação, a qual é, por natureza, objecto de fé.

Os primeiros princípios metafísicos também são insusceptíveis de qualquer demonstração. Neles é que se fundamenta o espírito humano para proceder à demonstração de verdades filosóficas ou de ciências de outros ramos do saber. Em lugar de ser demonstráveis, esses princípios são expostos pela evidência que apresentam. Se se demonstrassem, perderiam a sua condição de primeiros princípios e teríamos de buscar outros: ora isso não pode suceder indefinidamente, sob pena de se cair na negação de tudo o que nos rodeia, ou a imaginação concebe obedecendo a uma estrutura lógica. Em suma: por esse caminho não se evitaria a petição de princípio. Só a demência sustentará o contrário. Até aqui, pode e deve chegar o raciocínio do homem que não se confesse agnóstico.

Escusam, portanto, os adversários da religião católica de repetir que nenhum dos seus fiéis é capaz de demonstrar a verdade de um único dos dogmas, que professa. Certíssimo: não é capaz! Aí estamos absolutamente de acordo. A verdade dogmática, em que o católico crê, é na sua essência uma verdade de fé e, por tal, só comungam dela os que guardam essa dádiva. Deixem-se, portanto, de ver aberrações onde elas não existem. Esgrimir contra temerosos gigantes escondidos atrás de fantásticos moinhos de vento, nem como quixotismo se pode aceitar porque, aos seus autores, falta aquela graça  própria do herói de Cervantes!

Não se peça, pois, aos que têm fé que provem as verdades dogmáticas em que acreditam --- nenhum católico o pode fazer. A fé foi dada gratuitamente a todos, embora alguns a rejeitem. E, como ficou dito, não está sujeita a demonstração: ou se tem ou não se tem. Quem a tem não ignora o seu valor; a quem não a tem, não se lha pode dar contra vontade do próprio. 

Desistam, por conseguinte, estes críticos, que são afinal muito menos menos científicos do que se crêem, de uma estratégia à qual, do grémio católico, ninguém se opõe enquanto ela se resume à censura já referida. Em termos bem claros: se não estão animados pela fé, ao menos por uma questão de sã lógica, abandonem veredas em que se sucedem raciocínios esvaziados de qualquer conteúdo idóneo para infirmar as verdades de fé.

Resumindo o que foi exposto:

Não se teime mais na obra de requerer provas dialécticas, quando os requeridos já concederam que não as há, nem pode haver dada a qualidade da matéria sobre que versariam tais provas. E nunca se esqueça algo que, por muito repetido que é, nem por isso perde ocasião de ser novamente lembrado: o dogma de fé é suprarracional, mas não é antirracional!

Torna-se impossível pôr fecho no que aqui se discorre, sem uma curta passagem por terrenos que parecem situar-se fora do que deu azo ao que aqui se tratou --- o mistifório torpe que atingiu a sacratíssima figura da Virgem Maria. Mas não é tal. É que nesses terrenos crescem umas hostes desassossegadas, sem ponta de tino, rebeldes à sua própria hierarquia. Os que nelas militam nunca andam por longe. Ficam muito mais perto do que aquilo que se julga, e não perdem ensejo de enfileirar com os inimigos da Igreja, aproveitando tudo para participar, embora de outro modo, na obra de destruição levada a cabo por aqueles.    

É dado já adquirido de que notícias desconchavadas, como as que deram corpo ao que agora se falou, não excitam só os inimigos declarados da ortodoxia. Conseguem isso, sim, mas vão ainda mais fundo --- despertam sempre uma legião furiosa lá das bandas de exterminadores integristas, os quais, pelas vestes de que se cobrem, geram confusão e, por isso mesmo, não representam menor perigo. Em certa medida até inspiram um reforço de cautela, porque o mais temível inimigo é justamente aquele que parece um aliado bem próximo.

Falhos da mais elementar prudência, neles não se descobre uma parcela de boa fé, por mais diminuta que ela apareça. Nas suas ofensivas, a obsessão é sempre a mesma: desancar o sucessor de Pedro, depois de S.S. PioXII, seja ele qual for. Insensatos, deslocando-se à beira de um abismo que os há-de tragar se não emendam o passo! Ou talvez néscios que nem sabem o que fazem! Pretendem o quê? Derrubar aquele que se senta no sólio pontifício e sentar outro no lugar dele? No seu delírio, será possível terem esquecido que o Papa não pode ser julgado por ninguém?9 Convocariam um Concílio? Eis Basileia que volta e sobe ao palco! Veremos estes guardiões da fé, ainda assim não contentes com as decretais do concílio cismático, trazerem à cena a múmia de Nogaret, que irão arrancar das brumas do passado? Não devemos admirar-nos.

Naquele meio, também há quem proclame que se vive sede romana vacante! E que esse vazio se arrasta desde S.S. Pio XII. É um dislate como outros em que abundam. O que facilmente se vê pela posição falsa em que se colocam. Com efeito, que se propõem fazer? Será que optam por deixar a escolha de um novo Papa aos Cardeais? Mas tais purpurados, filhos acarinhados dos Antipapas, que os elevaram a tão alta dignidade, certamente hão-de ser gente do Demónio pelo simples facto de carregar esse tremendo pecado de origem. No critério deles, os modernos Cardeais forçosamente sofrerão de uma ilegitimidade derivada ou reflexa. Se não é o caso, que realmente não é, como ousam atacar a legitimidade daqueles que os chamaram ao cardinalato? Será que, na sua pertinaz cegueira, não vêem que os Cardeais do tempo de S.S. Pio XII voltarão tanto como está assegurado o regresso daquele excelso Papa? Ou, para concluir, defenderão que o Papa, feito à medida da nostalgia de uma história pretérita e de uma catequese mal entendida, com dolo ou por inépcia, que esse Papa, insista-se, talvez surja por aclamação popular na Praça de S. Pedro? Se assim é, far-se-á então mister reconhecer que não vai nada mal para quem se apresenta como partidário do princípio da autoridade, princípio muito válido, é verdade, mas que não suporta destemperos e desvarios como os que se costumam escutar, de cada vez que esta falange abre a boca!

Para quê, pois, insistir? --- Teimam porque, como um pouco acima acabou de se afirmar, não é a boa fé que os guia!

Joaquim Maria Cymbron
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  1. Lc. 1, 26-38.
  2. I Cor. 13, 13.
  3. Lc. 2, 10 e ss.
  4. Summa Theologica III, q.1, a.2.
  5. Deus só não contraria as notas que Ele próprio pôs na essência das coisas. Em atinadíssimas palavras, dizia Jaime Balmes: «Lo que es absolutamente imposible no puede existir en ninguna suposición imaginable, pues ni aun cuando decimos que Dios es todopoderoso entendemos que pueda hacer absurdos (...).» Pouco à frente, acrescenta «que ninguna causa puede producir lo que de suyo es imposible absolutamente.»  El Criterio, cap.IV, IV.
  6. Neste sentido, segue-se mais uma vez a doutrina do Anjo das Escolas quando diz numa passagem bem explícita, tratando do sacramento da Eucaristia: «Cum enim effectus magis dependeat a causa prima quam a causa secunda, potest Deus, qui est prima causa substantiae et accidentis, per suam infinitam uirtutem conseruare in esse accidens subtracta substantia, per quam conseruabatur in esse sicut per propriam causam: sicut allios effectus naturalium causarumpotest producere sine naturalibus causis; sicut corpus humanum formauit in utero Virginis sine uirili semine.» (Summa Theologica III, q.77, a.1).
  7. Ex. 3, 14.
  8. I Cor. 13,12.
  9. CIC can. 1404. No entanto, para aquietar escrúpulos, sinceros ou farisaicos, já que é de esperar por parte dos integristas a recusa em reconhecer validade ao Código Canónico em vigor, deixa-se aqui registado que o CIC, promulgado por S.S. Bento XV em 1917, diz literalmente o mesmo no can. 1556!
JMC

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