sábado, 8 de junho de 2013

O DEZ DE JUNHO EM BELÉM


O Dia de Portugal é uma data venerável. Os primeiros encontros de Belém ainda foram nesse sentido. Mas logo se perdeu o rumo, convidando personalidades que ficariam muito bem a celebrar o 25 de Abril.

Sem o propósito de desfeita para ninguém (não conheço o cenário de todas as comemorações), só vi uma excepção honrosa ao triste quadro de afastamento do primitivo ideal que animou os antigos combatentes. Refiro-me à presença da Dig.ma Viúva do egrégio C.te Oliveira e Carmo e de sua Família; à presença e à participação daquela grande Senhora, exemplo vivo do muito que as Mulheres Portuguesas deram à Pátria, sofredoras e alheias às honrarias do Mundo, confirmação plena de que, por trás de um grande Homem, há sempre uma grande Mulher. Seria injusto, se não destacasse também as luminosas palavras de sua gentilíssima neta: se ela não se encontra isolada no meio da juventude, há razões para ter esperança!

Não voltarei a Belém, se não recuperarmos a intenção com que se arrancou no início. Ao Restelo, sim, mas só para embarcar numa nova epopeia, epopeia do espírito, epopeia da honra e do brio, da dignidade e da honestidade. Enfim, uma epopeia capaz de nos encher novamente daqueles valores morais que engrandeceram Portugal, devolvendo-nos o legítimo orgulho de sermos filhos de uma Pátria bela e nobre.

O resto, o poder temporal, isso virá por acréscimo!
 
Joaquim Maria Cymbron

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